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Artigo 1: O que acompanhar em 2012


 

Depois de dois bons anos para o setor de Telecom no Brasil (2010 e 2011), o clima é de otimismo em relação a 2012. Segundo enquete realizada pelo Teleco, 73% esperam que 2012 seja melhor ou muito melhor que 2011. Paira no ar, no entanto, a possibilidade de um desaquecimento do mercado de consumo devido à crise europeia.

 O cenário competitivo em 2012 deve ser marcado pela atuação dos seguintes grupos:

 

Apresenta-se a seguir as principais tendências a serem acompanhadas no ano de 2012:

  1. Crescimento do Celular. O mercado de celular deve continuar aquecido com as quatro principais operadoras (Vivo, TIM, Claro e Oi) disputando fortemente este mercado. Além disto teremos a entrada em operação da Nextel 3G e dos primeiros MVNOs.
  2. A evolução da Banda Larga móvel (3G, HSPA+, LTE). A Banda Larga Móvel deve continuar sendo o serviço que mais cresce em 2012. As operadoras estão aumentando a velocidade de suas redes com o HSPA+ e conectando suas ERBs com fibra. A entrada em operação do LTE deve ficar para 2013, apesar da licitação de frequências de 2,5 GHz estar prevista para 2012.
  3. TV a Cabo deve voltar a crescer mais que o DTH. Com a nova regulamentação da TV por assinatura e a liberalização das outorgas, a TV a cabo deve voltar a crescer mais que o DTH no 2º semestre de 2012.
  4. Expansão das redes de Fibra Óptica. A liberalização da TV a Cabo irá viabilizar investimentos em redes banda larga de alta velocidade baseadas em fibra óptica (FTTH, FTTN, ….). Estas redes devem ser utilizadas também para conectar as ERBs que fazem parte da cobertura 3G das operadoras de celular.
  5. Crescimento dos Combos. Com a integração das operações fixas e móveis dos grandes grupos de Telecom no Brasil, deve crescer a oferta de combos com telefonia fixa, celular, TV por assinatura e banda larga fixa e móvel em 2012.
  6. Queda do preço do minuto do celular. O preço do minuto médio do celular no Brasil caiu 41% nos últimos 2 anos. Esta tendência deve continuar em 2012 com o crescimento dos minutos de uso (MOU) do celular e as ofertas de uso ilimitado no pós-pago. A queda de preços ocorre nas chamadas entre celulares da operadora (on net) levando a formação de comunidades (tribos) que falam mais barato entre si, inclusive nas chamadas de longa distância que passaram a ter o mesmo preço das chamadas locais. O preço das chamadas entre celulares de operadoras diferentes continuará alto, mesmo com a redução do preço da interconexão (VUM) programada pela Anatel.
  7. Crescimento da receita de dados das operadoras. A participação da receita de dados na receita bruta de serviços das operadoras de celular cresceu de 16,1% no 3T10 para 19,5% no 3T11. O crescimento deve continuar em 2011, sendo a Vivo a operadora que está liderando este processo com sua receita de dados representando 25,9% da receita bruta de serviços no 3T11.
  8. Crescimento dos Smartphones e Tablets. O crescimento das redes 3G estimula a venda de smartphones que possibilitam uma melhor utilização dos serviços de valor adicionado como e-mail e acesso à internet no celular. Os Smartphones representaram 29,7% dos telefones celulares vendidos no mundo no 3T11. A disputa entre os fornecedores deve se acirrar ainda mais em 2012, com a Nokia lançando seus Smarphones com o Windows e o Google assumindo o controle da Motorola. O mesmo vale para o mercado de tablets, disputado por Apple, Samsung, RIM, Amazon entre outros.

 Não se espera para 2012 grandes modificações no quadro competitivo brasileiro. Movimentações podem ocorrer com a Tim em função de mudanças societárias na Telecom Itália, como a saída da Telefônica de seu bloco de controle. É possível, no entanto, a formação de parcerias, envolvendo TIM, GVT, Nextel ou Sky.

 Diante deste quadro pergunta-se:

 O celular irá crescer em 2012 mais que em 2011? Quem irá liderar este crescimento?

Fonte: http://www.teleco.com.br/comentario/com452.asp

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