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Artigo 36 : A quarta onda da Internet


Roberta Prescott – 20/12/2013 

As empresas fornecedoras de diversas tecnologias enxergam as oportunidades que se criam a partir da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). “Há um mercado potencial que cresce a uma taxa de 30% ao ano e que se calcula que alcançará 6 bilhões de euros em 2015”, disse Fabian Valverde, diretor de mobilidade da SAP, durante painel no Futurecom 2013. 

O que a SAP enxerga também é vislumbrado por empresas como Ericsson, Cisco, Qualcomm, entre outras. Todas querem abocanhar uma fatia do — ainda incipiente — negócio de IoT. Oren Pinsky, da Qualcomm, ressalta que a conexão máquina a máquina vai estar dentro de quase todos os processos de negócio dentro do curto e médio prazos. “Cerca de 70% dos carros em 2017 estarão conectados de uma forma ou de outra.” 

Observando este cenário, Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco, explica que a IoT representa a quarta onda da internet. “A primeira onda foi do web browser e do e-mail; depois surgiu o comércio eletrônico. A terceira onda foi da internet imersiva, com as redes sociais, mobilidade, colaboração.”

Na base de tudo, a rede

Um fato é certo: a Internet das Coisas impacta profundamente a arquitetura das redes de telecomunicações. Conforme explica Jesper Rhode, diretor de inovação da Ericsson, muitos dispositivos serão conectados por redes sem fio, mas não necessariamente por redes de celular, ainda que estas últimas também venham a desempenhar papel fundamental, por exemplo, para sensores de rua ou transporte, onde é caro passar cabo. 

“No futuro, as redes vão ter perfis de conectar dispositivos sem fio sem mobilidade, ou seja, não vão precisar de avaliação das ERBs em tempo real.” E a Ericsson está de olho no mercado que se forma a partir da adaptação das redes móveis—fixo. 

Para a Cisco, a Internet de todas as coisas — IoE, na sigla em inglês deInternet of Everything, como a provedora decidiu nomear o conceito — também representa uma oportunidade para vender equipamentos de rede. “Conectividade é princípio básico”, diz Ehalt. “É preciso usar tecnologias para otimização e melhorias.” 

Se Cisco e Ericsson olham para os componentes de redes que serão afetados pela explosão dos objetos conectados, para a SAP uma das grandes questões é entrar no mercado de ferramentas que analisam a enorme quantidade de dados proveniente da Internet das Coisas e transformá-los em informação. E ainda como fazer uma análise preditiva de modo a dar às empresas ferramentas para que elas tomem decisões antecipadamente. Outras oportunidades surgem também de segmentos como segurança, privacidade e controle dos dispositivos.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35678&sid=85#.UyH6TPldVWg

 

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