Invent

Artigo 4: Oito tendências de TI para 2012


Vamos encarar o fato: imaginar as mudanças é uma forma de experimentá-las. E a consequência disso é perceber que elas ocorrem mais devagar do que as ideias. Este não foi um ano de grandes inovações para a TI. Por isso, as tendências para 2012 podem gerar uma certa sensação de retardo. Assim acontecem, porém, algumas transições transformadoras: quando nos damos conta, tudo mudou.

 Movimentos como os de mídia social e mobilidade terão um impacto sem precedentes na forma como as pessoas se relacionam entre si e com o meio. Cloud computing não é uma novidade, mas avança, promovendo uma onda de consolidação de mercado. Ferramentas de geolocalização, comércio social, TV digital e a chamada gameficação dos negócios ganham espaço. Tudo isso já foi visto, mas alcançará novos patamares em 2012.

 O IT Web foi atrás dos especialistas para identificar as tendências de TI no ano que se inicia. Talvez você pense que as coisas estão quase do mesmo jeito. Mas lembre-se: nada será como já foi um dia.

  1. Gameficação

Um estudo da SuperData mostra que o mercado brasileiro de social games pode faturar US$ 238 milhões até 2014 – um salto significativo na comparação com os US$ 136 milhões estimados em 2011. Outro levantamento, desta vez divulgado pela Newzoo, em outubro, indica que existem 35 milhões de usuários de jogos sociais no País. Depois de aplicativos que surgiram nas redes sociais como o Foursquare, a expectativa é que a ‘gameficação’ se espalhe para outros segmentos, como uma ferramenta de marketing poderosa. Ou mesmo para trabalhar conteúdos mais densos, como simulações financeiras e declaração de Imposto de Renda, de uma forma mais leve. “Em 2012, veremos a migração desses jogos para o e-commerce, por exemplo, o que mantém o engajamento dos consumidores”, Braulio Medina, sócio da e-Brane e advisor na Lifeboat Foundation.

2. Geolocalização

Esta já figurava na lista de tendências para 2011. Um ano depois, a possibilidade de levar informações ao usuário de acordo com o local em que ele se encontra parece estar mais em alta do que nunca. O Gartner prevê que o mercado de ferramentas de geolocalização somará receitas de US$ 215 bilhões até final de 2012. Cerca de US$ 150 bilhões do orçamento de serviços das operadoras de telecom serão transferidos para aplicações.

3. Comércio social

Em meados de 2010, o Starbucks tornou-se mais uma vez referência de como construir uma marca. A rede internacional de café aliou-se à Gilt Groupe, site que comercializa serviços e produtos de luxo, a fim de oferecer aos clientes com cartão fidelidade MyStarbucksRewards acesso privilegiado  a edições limitadas dos cafés mais raros e luxuosos. Esses clientes tiveram a oportunidade de participar de uma sessão de venda fechada do café San Cristóbal, das ilhas de Galápagos, um dia antes dos próprios membros da Gilt Groupe terem acesso – e semanas antes de a venda ser aberta ao público geral. O que a companhia fez foi recompensar os seus clientes mais fiéis por eles existirem – e fez isso utilizando uma plataforma de comércio social voltada ao mercado de luxo.

 Já no Facebook, a interação e troca de recomendações entre os consumidores direciona a venda de ingressos, bens de consumo, passagens aéreas, serviços financeiros, entre outros itens. Assim, a rede social se torna, aos poucos, uma poderosa plataforma de negócios. E o Foursquare não fica atrás. Com o ShopAlert (baseado em geolocalização), os consumidores são alertados quando alguma oferta é lançada na região em que se localiza. Disponível, por enquanto, apenas nos Estados Unidos, a ferramenta mira alavancar as receitas da empresa. Estas são amostras do que 2012 deve trazer de novidades em termos de comércio social e comércio móvel, duas das grandes tendências para o período no mundo.

4. A mídia social a favor dos negócios

Segundo previsões divulgadas recentemente pelo Gartner, o valor que as empresas investem em mídias sociais crescerá mais de 40% em 2012, em relação ao ano que passou, chegando a US$ 14,9 bilhões. “Há uma grande quantidade de empresas monitorando o que se diz sobre a marca, mas as redes sociais ainda são muito pouco usadas para a tomada de decisões e estratégias de longo prazo”, opina Medina, da e-Brane.

 O que pode se esperar de 2012, entretanto, é um salto da integração entre mídias sociais e negócios. Para Marcio Saito, presidente da Coffee Bean Technology e blogueiro do IT Web, inicia-se a fase de execução. “O próximo passo será da tecnologia, da criação de soluções. Esse movimento é bastante semelhante ao que aconteceu com o correio eletrônico, em 1994. As empresas usavam fax para se comunicar e a gente nem se lembra disso. Então, as pessoas começaram a trazer o e-mail para o trabalho. Inicialmente, houve resistência, mas, em um prazo de três anos, essas ferramentas transformaram a maneira como nos comunicamos”, compara o especialista.

 “Com social media, deve acontecer a mesma coisa. Eu acredito que, dentro do mesmo prazo, ela será incorporada aos processos corporativos, de vendas e marketing. E nem vamos perceber essa mudança, mas ela é radical”, avisa Saito, que aposta no surgimento de redes de nicho, que endereçam problemas bem específicos.

5. Mobilidade

Até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações voltadas para smartphones e tablets vão superar os projetos nativos de PCs a uma taxa de quatro para um, mostram as projeções do Gartner. “Hoje, temos o Facebook e o Foursquare, por exemplo, que possuem alguns recursos, mas que não desempenham a função de socializar.  Os aplicativos mobile devem começar a ser fator de socialização”, vislumbra Medina.

 Para o especialista, 2012 reserva muito mercado para os tablets – e uma boa briga entre os grandes players. “A cada notícia divulgada sobre empresas chineses produzindo um dispositivo muito barato, a indústria se assusta. Mas cada pessoa que trabalha no mundo da informação terá um tablet”, arrisca o especialista, que aponta a Amazon com uma das maiores promessas do segmento, ao investir pesadamente em conteúdo.

6. Computação em nuvem

Aqui, mais do mesmo. A aposta é que a cloud computing se estabeleça completamente como solução para pequenas e médias empresas (não se surpreenda se você já tiver ouvido isso antes). Por mais que o Gartner insista que, até 2015, os serviços de nuvem de baixo custo vão somar até 15% do faturamento dos principais players, as grandes ainda devem mostras resistência, em 2012, por questões de segurança. “Este será o ano da cloud para start-ups”, confirma o executivo da e-Brane.

 De qualquer forma, é um caminho sem volta. E essa afirmação pode ser justificada pelo movimento dos grandes players em 2011, ao absorverem empresas especializadas em cloud computing. Em dezembro, a SAP adquiriu a Sucess Factors, por US$ 3,4 bilhões; a Oracle, por sua vez, arrematou a RightNow (concorrente da Salesforce) por US$ 1,5 bilhão, em outubro. Enquanto isso, Salesforce, Amazon e Google atacam. Esta tendência de consolidação deverá continuar no ano que se inicia.

 “A migração das grandes empresas para o ambiente na nuvem vai acontecer. No momento em que elas descobrem que não é necessário sustentar uma infraestrutura dentro de casa, basta chegar a hora de mudar. A cada três ou quatro anos, o hardware fica obsoleto e precisa ser atualizado. Com software, isso acontece anualmente. Veremos isso acontecer em 2012”, afirma Saito, da Coffee Bean.

7. Inteligência Artificial

A relação entre homem e máquina jamais será a mesma. Graças à tecnologia de Inteligência Artificial, 2012 será o ano que as pessoas vão se comunicar com o computador. É o que Medina, especialista no assunto, garante. “No Brasil, a Siri [assistente pessoal embarcado no iPhone 4S, lançado em 2011] ainda não é realidade porque os preços do aparelho não são razoáveis. Mas ela deve ser levado também para o Android e começar a ser usado por nós”, diz.

 Mais do que apenas um comando por voz, vamos começar a dar ordens de busca aos dispositivos, para que descubram, por exemplo, restaurantes na faixa de R$ 30 a R$ 60 em um raio de 3 km a partir da localização do usuário. Para isso, a tecnologia conta com mais processamento da linguagem e tem, por trás de tudo, máquinas semânticas muito poderosas.

8. TV digital

 “A TV digital é uma grande tendência e uma via de mão dupla, pois o usuário não só consome informação, mas cria a grade da TV em tempo real”, pontua Medina, que acrescenta: “naturalmente, existe a demora das trocas dos televisores e um período de adaptação, porque cada canal trabalha com uma tecnologia, mas veremos os primeiros grandes testes acontecendo. Sem dúvida, haverá evolução em termos de hardware e a TV digital será realidade até o fim do ano”.

 Outro passo dessa transformação é a TV social. Hoje, já existem aplicativos como o Get Glue, que permite ao telespectador fazer o “check in” em um programa de TV e conversar com pessoas em todo mundo sobre o que está acontecendo.

Fonte: http://itweb.com.br/51744/oito-tendencias-de-ti-para-2012/

 

 

Dep. Mkt TCS (mkt@consultoriastelecom.com.br)

Visit also our social profiles:

Scroll to top